AgSUS leva experiências em saúde digital, atenção especializada e saúde indígena ao Congresso Brasileiro de Medicina Geral

Agência participa da programação do 4º CBMG com debates sobre inovação, ampliação do acesso e cuidado em diferentes territórios e cenários

Saúde digital, atenção especializada e saúde indígena foram os temas levados pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) ao 4º Congresso Brasileiro de Medicina Geral, que reúne profissionais de 55 especialidades médicas entre os dias 11 e 13 de junho, em São Paulo. A Agência participou de debates e apresentações que destacaram experiências voltadas à ampliação do acesso à saúde e ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com o Ministério da Saúde.

Para o diretor-presidente da AgSUS, André Longo, a participação no congresso busca mostrar as ações realizadas pela Agência. “A presença da AgSUS no CBMG busca mostrar para a comunidade médica que a Agência tem compromisso com a inovação, a qualificação da assistência e a ampliação do acesso à saúde, contribuindo para o compartilhamento de experiências que fortalecem a prática médica e o SUS em todo o país”, afirmou.

A programação da Agência começou no dia 11 de junho, com a mesa “Possibilidades e desafios da Saúde Digital na APS: como serviços de atendimento remoto podem contribuir com o acesso e a qualidade do cuidado”. O debate contou com a participação da gestora executiva da Unidade de Transformação Digital em Saúde da AgSUS, Ana Cielo, ao lado da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e do diretor de Programa da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Arthur Fernandes.

Ainda no primeiro dia, o gestor executivo da Unidade de Atenção Especializada da AgSUS, Diego Ferreira, apresentou a palestra “Agora Tem Especialistas: Ofertas Assistenciais Complementares Móveis e Temporárias para Ampliação do Acesso à Atenção Especializada à Saúde”. A atividade abordou a contribuição das unidades móveis para ampliar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados em regiões com maior demanda assistencial.

Segundo dia

No dia 12 de junho, o diretor de Operações, Williames Pimentel também participou das agendas da saúde indígena, que foi tema de dois momentos da programação. Pela manhã, o gestor executivo da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS, Edson Oliveira, apresentou a palestra “Diagnóstico na Medicina de Floresta”, compartilhando experiências relacionadas à assistência em territórios indígenas e áreas remotas.

Segundo Edson, a presença da AgSUS no congresso também contribui para ampliar o interesse de médicos generalistas, estudantes e novos profissionais pela atuação na saúde indígena. “Mais um ano, a AgSUS está aqui junto com a Associação Médica Brasileira, trazendo pautas importantíssimas, inclusive de saúde indígena. A busca pelos profissionais médicos generalistas pelo contexto indígena tem aumentado e isso é muito importante para despertar o interesse de acadêmicos e novos profissionais”, ressaltou o gestor executivo.

À tarde, Edson Oliveira participou do debate “Guia Prático para Atuação do Médico na Saúde Indígena”, ao lado do diretor do Departamento de Atenção Integral à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Idjarrury Sompré, e da médica de família e comunidade Sarah Segalla, do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A atividade discutiu desafios, especificidades culturais e estratégias para qualificar o cuidado prestado aos povos indígenas.

A abordagem do tema chamou a atenção do público presente. Para a médica Paloma Atalla, que teve contato com medicina itinerante e comunidades indígenas ainda durante a graduação na Universidade Federal do Acre, a presença da pauta na programação do congresso foi motivo de entusiasmo.

“Super me interesso por esse tema, fiquei muito feliz quando vi que estava na programação do congresso. As pessoas que estavam aqui palestrando são incríveis e trouxeram uma abordagem para a gente se interessar mais em fazer um cuidado integrativo e respeitoso com essas comunidades”, afirmou.

A estudante do 4º ano de Medicina Sofia Bastos também destacou a importância de ver a saúde indígena inserida no debate. “Não esperava ver na programação e, quando vi, coloquei na agenda, porque eu gostaria muito de ver algo diferente. A gente sabe que muitas vezes esse tema não é abordado, então ter sido abordado hoje no congresso foi muito especial”, contou.

Paula Bittar

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