No miniapp “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”, disponível no Meu SUS Digital, pessoas maiores de 18 anos podem acessar acolhimento e acompanhamento psicológico por videochamada. Familiares também podem buscar apoio.

Foto: Nara Cardoso/AgSUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento psicológico remoto para pessoas com 18 anos ou mais que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas. A iniciativa é do Ministério da Saúde, com apoio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), responsável pela operacionalização da plataforma de telessaúde. O acesso é realizado por meio do miniapp “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, que integra a estratégia de cuidado em saúde mental voltada às pessoas afetadas por jogos e apostas.
Os atendimentos começam na primeira semana de agosto e serão realizados por psicólogos clínicos, por videochamada, em ambiente digital seguro. A iniciativa tem capacidade para realizar até 100 mil atendimentos por mês, oferecendo acolhimento, acompanhamento psicológico e continuidade do cuidado às pessoas que identificam impactos das apostas na saúde mental, na vida financeira, nas relações familiares, no trabalho e na convivência social.
O acolhimento inicial também permite que familiares de pessoas que jogam e apostam procurem apoio para lidar com os impactos da prática.
Como acessar
Para solicitar o atendimento, o usuário deve acessar o aplicativo Meu SUS Digital e procurar o ícone “Não aposte sua Saúde”. Ele será direcionado para uma jornada digital de cuidado. Antes de preencher os dados, a pessoa tem acesso aos termos de uso e às informações sobre a proteção de seus dados pessoais. As respostas são sigilosas e utilizadas para avaliar as necessidades do usuário e direcioná-lo ao cuidado mais adequado.
Durante o cadastro, o usuário deverá:
- informar se busca ajuda para si ou por ser familiar de uma pessoa que aposta;
- responder a uma avaliação inicial sobre sua situação atual;
- preencher seus dados pessoais e de contato;
- responder a perguntas sobre os impactos dos jogos e apostas;
- indicar como e em qual horário prefere receber o contato da equipe.

Foto: Nara Cardoso/AgSUS
O formulário também verifica se existe uma situação de risco imediato. Quando a pessoa informa que está em segurança, pode continuar o cadastro. Caso identifique uma situação de urgência, o sistema apresenta os canais adequados para atendimento imediato.
Após o envio, o usuário recebe um número de protocolo, que permite acompanhar o andamento da solicitação. A equipe analisa as informações, identifica o profissional adequado e entra em contato para orientar os próximos passos e realizar o agendamento.
As informações fornecidas alimentam um modelo de priorização que considera fatores como frequência das apostas, dificuldade para controlar o comportamento, impactos na vida cotidiana e outras situações associadas. Dessa forma, casos de maior risco podem receber atendimento prioritário.
Acompanhamento psicológico
As consultas têm duração aproximada de 50 minutos e são realizadas, preferencialmente, uma vez por semana. Após a primeira consulta de acolhimento, o psicólogo poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões antes de uma nova avaliação.
Ao longo do acompanhamento, o profissional registra a evolução clínica em prontuário eletrônico, avalia fatores de risco e constrói um plano terapêutico individualizado.
Depois do ciclo de atendimento, a pessoa poderá:
- receber alta;
- continuar o acompanhamento remoto;
- ser encaminhada para atendimento presencial na Atenção Primária à Saúde ou na Rede de Atenção Psicossocial.
Quando necessário, podem ser realizados encaminhamentos para serviços como Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, Centros de Referência Especializados de Assistência Social e outros pontos da rede.
O serviço é destinado a atendimentos programados e complementares. Em situações de urgência, emergência ou risco imediato, o usuário pode buscar atendimento pelo Samu, no número 192, procurar uma Unidade de Pronto Atendimento ou hospital.
Paula Bittar
AgSUS
