
A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) alcançou a marca de 10.264 teleatendimentos realizados em 40 municípios de 18 unidades da federação, entre abril de 2025 e maio de 2026. O resultado consolida a telessaúde como uma estratégia essencial para ampliar o acesso à Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente em territórios de difícil acesso e com escassez temporária de profissionais médicos.
Fruto da parceria entre a AgSUS e o Ministério da Saúde, o serviço busca ampliar a presença do SUS em localidades onde a dificuldade de fixação de médicos ainda representa um desafio histórico. A iniciativa tem fortalecido o acesso à Atenção Primária à Saúde (APS) em regiões remotas e de maior vulnerabilidade social por meio da telessaúde.
Os números refletem esse avanço. O serviço registra índice de satisfação dos usuários de 93,29% e taxa de resolutividade de 89,54%, evidenciando o potencial da tecnologia para aproximar cuidado e assistência qualificada da população. Atualmente, a AgSUS já conta com mais de 52 equipes capacitadas que ofertam ou já ofertaram o serviço de teleatendimento.
Como funciona o teleatendimento

O modelo de teleatendimento funciona de forma integrada às equipes locais de Saúde da Família. As consultas são realizadas por médicos que atuam na sede da AgSUS, em Brasília, em um espaço estruturado especialmente para esse tipo de assistência, com infraestrutura tecnológica adequada e garantia de privacidade e sigilo das informações dos pacientes.
Conectados remotamente às unidades de saúde dos municípios atendidos, os profissionais realizam consultas em ambiente seguro e integrado à rede de atenção. Quando necessário, os usuários são encaminhados para avaliação presencial, exames ou continuidade do cuidado no próprio município. A estratégia permite que casos de menor complexidade sejam resolvidos com agilidade, reduzindo deslocamentos e ampliando o acesso da população ao atendimento médico.
“Além de garantir assistência em regiões mais isoladas, a telessaúde também fortalece a continuidade do cuidado, otimiza o suporte às equipes locais e contribui para reduzir vazios assistenciais temporários na Atenção Primária”, destaca a gestora do Núcleo de Saúde Digital da AgSUS, Ana Claudia Cielo. “Na prática, o serviço conecta profissionais de saúde e usuários em diferentes partes do Brasil, utilizando a tecnologia como ferramenta de equidade no acesso ao SUS”, sintetiza a gestora.
